domingo, 29 de dezembro de 2013

Com saída de Aloísio, Tricolor volta a pensar em Welliton para o ataque.

Com a iminente saída de Aloísio, que deve ter sua transferência confirmada para o Shandong Luneng, da China, nos próximos dias, a diretoria do São Paulo, que só anunciou a contratação do lateral-direito Luis Ricardo até agora, vai intensificar a busca por um atacante. E um nome deve voltar a ser procurado pelos dirigentes: Welliton, que jogou por três meses no Tricolor e teve sua volta anunciada para o Spartak Moscou, da Rússia.
Inicialmente, o Tricolor tinha interesse apenas no empréstimo do atacante, já que os direitos estavam estipulados em € 5 milhões (R$ 13 milhões). Como o caixa tricolor receberá aproximadamente R$ 7 milhões com a saída do Boi Bandido, os dirigentes tentarão uma composição com os russos, comprando parte dos direitos e firmando um novo compromisso.
– É um nome que voltou a interessar, mas sua contratação é difícil – afirmou uma fonte ligada ao clube do Morumbi.
Para o início da temporada, Muricy Ramalho só conta com Luis Fabiano. Ademilson e Osvaldo, sendo que o último ainda pode ser negociado com o Metalist, da Ucrânia. O Internacional também tem interesse no jogador e pode colocar o lateral-esquerdo Fabrício na negociação. Silvinho, que ainda tem contrato com o Tricolor, não será utilizado pela comissão técnica e já está em negociação adiantada com a Ponte Preta.
                                       


 O São Paulo retorna das férias no dia 6 de janeiro. A pré-temporada será dividida entre o CT da Barra Funda e o CT Laudo Natel, em Cotia. A estreia no Campeonato Paulista está marcada para o dia 19 do mesmo mês, contra o Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.



                                       



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Muricy exalta jogada de Ganso: ‘Tomara que Felipão tenha visto’


Técnico do São Paulo torce para que meio-campista seja chamado por Luiz Felipe Scolari para a Seleção, mas acredita que chances são remotas

O quase gol de placa de Paulo Henrique Ganso na partida entre São Paulo e Botafogo, domingo, no Morumbi, rendeu elogios rasgados do técnico Muricy Ramalho.
O treinador destacou o grande momento vivido pelo armador tricolor e disse que gostaria de vê-lo atuando na seleção brasileira. No entanto, reconhece que as chances de ele ser convocado para a Copa do Mundo são pequenas.
– Seria legal vê-lo jogar nessa Seleção que só tem fera e achou a maneira de jogar. Tomara que o Felipão tenha visto essa jogada. O que o Ganso fez é brincadeira. É coisa de quem sabe. Poucos sabem fazer. Não temos mais o número 10. Hoje só vemos correria – afirmou.





Depois de um primeiro tempo com bons passes, Ganso por muito pouco não foi decisivo na etapa final. Seria um gol histórico. Ele driblou dois marcadores, sendo o segundo com um toque entre as pernas. Em seguida, com um desvio sutil, fez a bola passar por cima do goleiro Jefferson. Ela tocou na trave e rolou sobre a linha até ser tirada por Dória.
Fã do camisa 8, Muricy torce para que Paulo Henrique ainda consiga uma chance na seleção brasileira. O treinador, porém, reconhece a dificuldade, principalmente por Luiz Felipe Scolari ter pronta a base do grupo. Além disso, o Brasil fará apenas mais um amistoso até a convocação final – pega a África do Sul, dia 5 de março, em Joanesburgo.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ganso melhora participação e movimentação, e vira protagonista no SP




Paulo Henrique Ganso conviveu por pouco menos de um ano com as críticas por falta de movimentação e participação no São Paulo, antes de assumir a condição de titular absoluto que conquistou desde o retorno de Muricy Ramalho.
Agora, mais influente e ativo, o jogador tem nos números a comprovação de que está trabalhando com maior intensidade, questão que se reflete em seu futebol.
Segundo os dados do Placar UOL, Ganso foi o quinto jogador que mais se movimentou dentre os jogadores do São Paulo na partida deste domingo, contra o Botafogo, que terminou em empate por 1 a 1 no Morumbi. O camisa 8 correu 9,47 quilômetros durante os 90 minutos, menos apenas que Rodrigo Caio, Reinaldo, Denilson e Ademilson entre os são-paulinos. Para quem joga na armação do time, o índice de Ganso ganha destaque.
A comparação pode ser melhor analisada quando Ganso é colocado ao lado do holandês Clarence Seedorf, que exerce mesma função no Botafogo e também atuou durante os 90 minutos. Seedorf correu apenas 8,95 quilômetros e foi só o sétimo que mais percorreu distância entre os botafoguenses – último entre os jogadores de linha que não foram substituídos.
Os mapas de calor dos dois jogadores elucidam as diferenças. Ganso não é mais o jogador que trabalha apenas à frente dos volantes e atrás dos atacantes, como jogava e deixava a desejar quando Ney Franco era o treinador são-paulino. Agora, o meia vai de área a área, cria jogadas e tem oportunidade de concluir a gol em curta distância, assim como acompanha até Rogério Ceni as investidas do adversário.
Na partida de domingo, uma das mudanças do Ganso treinado por Muricy Ramalho quase resultou em gol antológico.
O meia dominou na entrada em jogada individual. Lentamente e controlando a bola com o pé esquerdo, foi tirando dos marcadores e deixou dois botafoguenses no chão. Passou a bola por debaixo das pernas de um deles ao chegar perto da linha de fundo e tocou por cima de Jefferson, que estava perdido no lance. A marcação adversária, no entanto, conseguiu impedir que a bola cruzasse a linha do gol, quando Ganso já se preparava para comemorar.

domingo, 24 de novembro de 2013

São Paulo x Botafogo: em dia de recorde de Ceni, Seedorf busca G-4

Goleiro vai superar marca de Pelé e tenta reanimar o Tricolor para as semifinais da Sul-Americana. Holandês mira nova arrancada com Alvinegro





Está nas mãos de Rogério Ceni e nos pés de Seedorf os destinos de São Paulo e Botafogo na temporada 2013.
Referências de dois times oscilantes, o goleiro, que quebrará um recorde de ninguém menos que Pelé, e o armador se enfrentam neste domingo, às 19h30m, no Morumbi, carregando as últimas esperanças de suas equipes terminarem o ano em alta.
O Tricolor paulista busca forças para se manter vivo na Copa Sul-Americana, enquanto os cariocas tentam voltar ao G-4 do Campeonato Brasileiro.
O jogo, sem muito valor para o São Paulo, agora posicionado no meio da tabela, com 49 pontos, representará uma marca histórica para Ceni. Com 1.117 exibições, ele se transformará no jogador que mais vezes vestiu a camisa de um mesmo time, superando o Rei Pelé.
Longe do rebaixamento e da briga por uma vaga entre os quatro melhores, o São Paulo mira a vitória para mostrar que tem força. O alvo é a reação na Copa Sul-Americana. A equipe foi surpreendida ao perder por 3 a 1 para a Ponte Preta, no Morumbi, e agora precisa de uma vitória por três gols de diferença (ou por dois a partir de 4 a 2), no interior, para avançar à decisão contra Lanús, da Argentina, ou Libertad, do Paraguai.
O Botafogo voltará ao G-4 em caso de vitória, beneficiado pela derrota do Goiás para o Atlético-MG nesse sábado. Para isso, aposta na recuperação de Seedorf, destaque da goleada sobre o Atlético-PR. O holandês voltou a comandar o time, como em seus melhores momentos durante o Campeonato Brasileiro, fazendo um gol e dando passe para outro.

sábado, 23 de novembro de 2013

Craque para os colegas, J. Schmidt tenta afastar timidez por espaço no SP



“Fui bem?”

Tal frase não foi dita por um jogador a seu técnico ou a seus companheiros ao término de uma partida. Foi dita pelo jovem volante João Schmidt, do São Paulo, ao repórter, imediatamente após o fim da entrevista. Visto como craque por outros jogadores do elenco e um dos favoritos do presidente Juvenal Juvêncio, ele vê nas entrevistas obstáculo maior do que nos marcadores que enfrenta nos treinos.
Mas João Schmidt foi bem. Contou os 20 anos de vida ao balançar das pernas, que não pararam durante a conversa. Ele admite, fica nervoso ao responder algumas perguntas. Nunca havia enfrentado tantas questões, e também nunca aceitou ser escalado para as coletivas no CT da Barra Funda, que acontecem diariamente, nas quais os atletas se revezam.
Para os companheiros, João Schmidt é craque. Quase todos os atletas questionados sobre o jogador em conversar informais disseram a mesma coisa: “Não sei por que ele não joga”. De fato, Schmidt tem menos chances do que o esperado. Grande revelação de sua categoria no São Paulo, foi capitão da seleção brasileira sub-20 e é visto como grande promessa. Talvez como o nervosismo na entrevista, que não se explica, o volante conta nos dedos as oportunidades no profissional, o que também é difícil de entender pelo relato de companheiros e pelo desempenho nos treinos.
Nascido e criado em Interlagos, bairro da zona sul de São Paulo, João ainda vive com a família. Mora com a mãe, irmã e padrasto – o pai, separado, é vizinho, mas hoje no Morumbi, região para a qual a família se mudou após a confirmação de que o garoto seria profissional do clube. “Não tenho do que reclamar, não. Sempre me apoiaram. Nunca pensaram ‘se eu não conseguir’. Sempre me deram apoio, nunca teve esse papo, todos eram cientes do que eu queria e isso foi seguindo”, conta João Schmidt, que não enfrentou tantas dificuldades como em outras histórias do futebol: “Graças a Deus nunca precisei ajudar minha família. Lógico, hoje ajudo em partes, mas não sustento inteira. Minha mãe e meu pai sempre trabalharam, então eu sempre tive uma estrutura”.
O apoio da família pode ainda não ter surtido o efeito esperado se analisadas apenas as oportunidades no São Paulo, mas João Schmidt já conquistou algum espaço. Além das participações constantes em seleções de base, e da confiança dos companheiros, recentemente ele firmou contrato com a Gestifute, do português Jorge Mendes, maior empresa de gestão de carreiras do mundo – entre os clientes, tem José Mourinho e Cristiano Ronaldo, além do colega Rodrigo Caio, que seguiu o mesmo caminho.
“Conversamos sobre nossa carreira. Ele perguntou nossa opinião, saber o que a gente queria para a carreira. E eu falei que, antes de sair, queria jogar no São Paulo”, conta o garoto sobre o primeiro diálogo com Jorge Mendes, agora gestor de sua carreira. Schmidt coloca o São Paulo como primeiro objetivo, mas revela sonhos ambiciosos: “Quero ter uma carreira bonita. Quero e acredito muito que posso chegar à seleção brasileira. Lógico que é pensar alto, mas acho que eu tenho potencial para chegar. Olimpíada é um grande objetivo”, fala, sobre os Jogos de 2016. “Não sei quando, mas um dia quero jogar na Europa, jogar uma Champions League, mas não penso em tempo. Primeiro quero jogar no São Paulo”.
A história tantas vezes repetida da trajetória do meia Lucas, hoje no Paris Saint-Germain (FRA), serve para João Schmidt. O volante jogou dos 7 aos 12 anos no Corinthians, e fez a troca pelo São Paulo. Os mesmos motivos apontados pelo ex-camisa 7 são utilizados pelo volante para justificar a mudança, regida pelos pais, quando ele ainda não tinha um empresário. “Sempre foi muito difícil no Corinthians. Eu morava na zona sul, e na época era no Parque São Jorge, na zona leste, então era muito longe para ir todos os dias. E o São Paulo sempre ofereceu coisas melhores, e não falo em questão de dinheiro. É estrutura do clube. E isso me fez sair de lá e ir para o São Paulo. Corinthians era terrão, na época. No São Paulo, não. No São Paulo você fazia viagens internacionais. Era melhor”, relata.
Um dos maiores fãs de João Schmidt é o presidente Juvenal Juvêncio, que até inventou apelido para o garoto. “Colosso” é o nome que não sai da boca de Juvenal ao se referir ao jogador, por tantas vezes e há anos elogiado. Schmidt vê o apelido como um elogio. “Acho que ele tem um carinho pelo meu futebol. É bom ouvir isso”, diz que o presidente o trata bem e até conversa brevemente, mas afirma que o apelido não pegou entre os companheiros.
João Schmidt não parece se deslumbrar com os elogios de companheiros e de dirigentes. Sabe que tem de melhorar para ter as mesmas oportunidades dos contemporâneos Rodrigo Caio e Ademilson. “Você sempre sobe para o profissional querendo jogar, achando que você tem condição. Mas eu não estava preparado da primeira vez que subi [em 2011]. Estava assustado. Na segunda vez, já estava mais preparado. Vim mais maduro”, conta.
Ele se descreve como excessivamente autocrítico e comprova nas palavras: “Vejo que tenho que melhorar minha dinâmica. Futebol está muito mais rápido hoje em dia. Fazer o jogo mais rápido, ter mais volume, ir mais para a frente, voltar mais, ter mais velocidade”, diz o jovem, que já recebeu tais conselhos dos treinadores: “Paulo Autuori me falava isso e o Muricy já me falou, preciso melhorar”.
A timidez de João acaba ao encerrar a entrevista. Seguida da pergunta pela atuação nas respostas, vêm os relatos dos apuros passados em outras vezes que teve que lidar com o microfone. Diferentemente de outros jogadores, o papo com o volante não se encerra ao desligar o gravador. Praticamente começa a partir de então.
João Schmidt é craque para outros jogadores de futebol, mas sabe que a opinião dos treinadores têm insistido em deixa-lo, no máximo, no banco de reservas. Neste domingo, o São Paulo enfrentará o Botafogo e pode ter alguns jogadores reservas entre os relacionados. O volante pode ficar como opção, para novamente tentar mais um passo em busca da perda da timidez e de convencer Muricy Ramalho de que ele é mais do que uma promessa.